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O Blogueiro

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10/10/2014


Olá, pessoal!
Como prometido em  um post passado, acabou a moleza e o blog está novamente com postagens quase diárias.

Hoje vamos conhecer mais um pouco do trabalho da escritora Raquel Pagno na entrevista que ela concedeu ao Uma dose de palavras. 



Uma dose de palavras: Para começar gostaria que falasse um pouco sobre você, sua vida profissional, sua formação e também sobre a sua carreira no mundo literário.

R: Eu sou formada em Administração de Empresas, nunca atuei na área, porém. Sou desenhista técnica, e sempre trabalhei com construção civil. 

Comecei minha carreira como escritora, em Portugal, logo após colocar um dos meus textos (Rubi de Sangue/Legado de Sangue) no site “A Mesa do Editor”, em 2011. Nunca havia imagino publicar, mas quando comecei a receber inúmeras propostas editoriais, decidi arriscar. 

A opção de publicar na Europa e não no Brasil em um primeiro momento, se deu devido aos custos. Em Portugal, não paguei pra publicar.

Depois disso não parei mais. Em 2012, assinei com a editora Corpos a publicação do meu segundo livro: Seablue. Em 2013, publiquei o Herdeiro da Névoa, pela Chiado Editora, além de trazer o “Rubi de Sangue” para o Brasil, em uma autopublicação, pelo Clube dos Autores, sob o título de “Legado de Sangue”.

Este ano, trouxe o Seablue para o Brasil, também em uma publicação independente. Antes do fim de 2014, ainda teremos um novo lançamento, desta vez pela Editora Buriti! O livro intitulado Senhores dos Sonhos, que fala sobre nada mais, nada menos que kitsunes! 


Uma dose de palavras: Em que momento veio a decisão de se tornar uma escritora? Foi uma decisão, ou apenas exteriorizou algo que já nasceu com você?

R: Bom, eu sempre escrevi, desde criança. Quando aprendi a escrever, já comecei a fazer meus próprios livrinhos, mas quanto a publicação, nunca havia me passado pela cabeça.

A oportunidade apareceu e eu agarrei-a. Depois disso, passei a publicar contos em antologias. Com estes, ganhei alguns concursos e recebi alguns prêmios, que me fizeram ver que eu era capaz e que era realmente isso que eu queria pra minha vida. 


Uma dose de palavras: Como surge a ideia para um livro? É algo que surge como uma inspiração rápida, ou você precisa trabalhar a ideia com carinho, calma e afinco para construir um livro?

R: A idéia inicial surge das maneiras mais inusitadas possíveis. Qualquer coisa dá um livro: uma pessoa com determinadas características, um lugar, uma viagem, um acontecimento. A inspiração está em todos os lugares. 

Depois dessa primeira ideia, é necessário muito, mas muito estudo, muitas releituras, revisões, etc. O Herdeiro da Névoa, por exemplo, me custou um ano e meio, só de pesquisa. Eu fiquei satisfeita com o resultado final.


Uma dose de palavras: Eu percebo que muitos autores têm certa dificuldade para escrever o primeiro livro, deve ser difícil mesmo se dedicar a algo tão importante e que gera tantas expectativas. No seu caso o primeiro livro foi mais difícil de escrever do que os que vieram em seguida? Você enfrentou algum problema no processo criativo durante a escrita?

R: Enquanto criança e adolescente nunca encontrei nenhum dificuldade em escrever. Cheguei a ter dezenas de romances prontos, porém acabei me desfazendo dos originais.

Quando recomecei a escrever, meu primeiro livro completo foi Seablue. Não tive nenhuma dificuldade em concluí-lo, pelo contrário. Apesar das pesquisas, pois a parte principal do enredo se dá em um transatlântico, e como eu não entendia nada de navios, precisei ir atrás desse conhecimento. Foi tudo muito prazeroso pra mim. Não me deparei com nenhum tipo de bloqueio durante a escrita deste livro, especificamente.

Já o Herdeiro da Névoa, após o longo período de pesquisa e depois de 70% do primeiro rascunho escrito, tive um “recesso” de três meses, nos quais deixei o personagem sem camisa no inverno parisiense, com um dos pés feridos e sangrando, escondido atrás de uma pedra no meio da mata de madrugada! Rs.

Contudo, eu acho que cada livro se torna mais difícil por determinado ângulo e mais fácil por outro lado. Mais difícil por que, querendo sempre melhorar, acabo partindo em busca de enredos cada vez mais difíceis e de criar personagens mais complexos, e mais fácil por que determinadas técnicas acabaram por se tornar tão habituais que já não é necessário planejar tanto antes de aplicá-las.

Uma dose de palavras: Qual é a sensação de concluir um livro?

R: No primeiro momento a sensação é de dever cumprido. Depois me vem uma angústia, uma saudade dos personagens e a vontade de escrever uma continuação (comigo é uma constante e acontece sempre, ao término de todos os livros). Mas isso tudo só dura até que novos personagens comecem a gritar na minha mente. Daí em diante, tudo começa de novo, sempre como se fosse a primeira vez. 


Uma dose de palavras: No seu livro Herdeiro da Névoa o início é muito misterioso, temos Inácio Vaz narrando a história e ele também não sabe o que está acontecendo. Raquel, você teve alguma dificuldade para estruturar esta trama, para ocultar os segredos? A história já estava bem definida desde o começo ou durante o processo de escrita você também se surpreendeu com o rumo que o livro estava seguindo?

R: Eu sabia de onde partiria e onde queria chegar, o meio foi sempre uma incógnita. O que me deu mais trabalho, nesse caso, foi situar o enredo em Paris (tinha que ser em Paris, isso era uma obrigatoriedade do livro, desde a primeira ideia). Inácio só me surpreendeu por sua ingenuidade, talvez um tanto exagerada. Mas de certa forma, creio que tenha sido benéfico para a trama e para a personalidade que eu quis criar.


Uma dose de palavras: Nesse universo literário é muito difícil um trabalho ser unânime e agradar a todos - leitores e crítica -, na vida é assim também. Como foram/estão sendo as críticas em relação aos seus livros? Recebeu alguma crítica negativa, se sim, como lidou com isso?

R: O Herdeiro da Névoa teve uma grande maioria de críticas positivas. Uma quase unanimidade, eu diria, e por isso eu o considero meu melhor trabalho literário até agora.

Já com o Legado de Sangue, a coisa tem sido bem diferente, percebo que alguns leitores amam e outros detestam. As opiniões são muito controversas e as críticas, claro, estão presentes constantemente.

Não me importo muito com elas, não. Em um primeiro momento analiso o teor da crítica, se há algo ali que possa ser utilizado como aprendizado pra mim. Se assim for, tento aprender a lição. Caso contrário, simplesmente ignoro.

Apesar disso, faço questão absoluta de divulgar tanto resenhas positivas quanto negativas, para ser o mais transparente possível com o leitor, que tem o direito de conhecer os dois lados da moeda.

Desta mesma forma, ocorre com os elogios. De repente percebo que determinado leitor elogiou a obra por puro puxa-saquismo... Infelizmente, não posso levar isso a sério. Elogios, para terem o devido valor, também precisam ser bem fundamentados, no meu ponto de vista.

Quanto ao Seablue, ainda não há muitos leitores aqui no Brasil. Mas a boa notícia é que ele acaba de receber o Prêmio Interarte 2014, na categoria Melhores Romances! Espero que agrade todos os leitores, assim como agradou aos jurados.


Uma dose de palavras: Além dos Romances você também se dedica à escrita de contos, sendo que muitos destes contos já foram premiados. Como foi ter este reconhecimento do seu trabalho e qual a sensação de receber os prêmios? 

R: Ah, é muito bacana. A primeira vez foi uma grande surpresa. Jamais sonhei em receber tanto reconhecimento, especialmente como contista, por que nunca me considerei contista, mas sim romancista. 

O Prêmio Interarte com certeza é o que receberei com maior alegria. É a primeira vez que um dos meus romances é premiado e estou imensamente feliz.


Uma dose de palavras: Quais seus autores preferidos? O seu gosto literário influencia suas tramas?

R: Eu simplesmente amo o Luiz Carlos Zafón. Também sou fã de Anne Rice, Charles Dickens e o brasileiro Décio Gomes, que conheci à pouco tempo, mas que já me conquistou totalmente.

Sim, o gosto literário influencia e muito nas tramas. Não apenas as minhas preferências, mas também a leitura do momento. Tanto que quando estou escrevendo, costumo me privar de ler outros autores.


Uma dose de palavras: Quais as maiores dificuldades enfrentadas por você como autora nacional? Em algum momento pensou em desistir? E o que te motiva a continuar? 

R: A maior dificuldade é conseguir ganhar alguma visibilidade sem ter dinheiro pra investir e sem saber escrever sacanagem (nada contra quem curte ou escreve, mas é o único gênero em que se conseguem leitores, tento pouco ou nenhum talento ou estudando quase nada).

Muitas e muitas vezes pensei em desistir. Cheguei a escrever um e-mail padrão, destinado a todos os parceiros e as entidades literárias que me acolheram. Quando estava prestes a enviar, abri o meu e-mail e me deparei com 70 mensagens de leitores. Foi meu recorde, nunca havia recebido e nem voltei a receber tantos contatos em um único dia. E desse fato renasceu toda a minha força e a vontade de escrever.

Mas mesmo que se eu tivesse desistido de publicar, continuaria escrevendo e guardando manuscritos. Não consigo passar muito tempo longe das letras, isso é um fato.


Uma dose de palavras: Nesses últimos dias, pude acompanhar pelas redes sociais que você está para lançar um novo livro intitulado “Senhores dos Sonhos”. Raquel, que tal adiantar um pouco sobre a sinopse dessa história?

R: Com certeza! Segue a sinopse:

Existe um universo paralelo dentro dos sonhos.

Existem seres capazes de invadir mentes, criaturas mitológicas, perdidas no esquecimento.

Lorena pensava estar enlouquecendo. Todas as noites seu arqui-inimigo Hank Hirano invadia seus sonhos para assombrá-la. Não bastasse ter que suportá-lo nas aulas de Educação Física, o professor ainda o transformara em seu parceiro nas aulas de Biologia, durante todo o trimestre.

Ela não suportaria sua presença, não fosse pelo fato de Hank haver confessado ter sonhos idênticos aos seus. A curiosidade de Lorena, aliada às ótimas notas de Hank em Biologia, eram motivos suficientes para aturá-lo algumas horas por dia.

A procura por respostas levará Lorena a um universo totalmente desconhecido, onde humanos e Kitsunes, as famosas raposas de nove caudas, são ao mesmo tempo aliados, ao criar a perigosa organização dos Senhores dos Sonhos, e inimigos mortais.


Uma dose de palavras: Por fim, gostaria de agradecer a sua disposição de sempre e quero desejar muito sucesso, muita criatividade, muitos outros livros publicados. Muito obrigado! Deixo o espaço para você falar com os leitores do blog sobre o que eles devem esperar de você e dos seus livros.

R: Obrigada!

Também tenho que te agradecer imensamente pela oportunidade de mostrar um pouquinho mais do meu trabalho e da minha vida aqui no blog. 

Aos leitores, peço que não deixem de acompanhar as resenhas e novidades literárias do “Uma Dose de Palavras”, e que também acompanhem a minha coluna “No Meu Mundo...”, no blog “As Leituras da Mila” onde todas as sextas-feiras posto muitas aventuras!

Boas leituras a todos!


* * *


Um forte abraço,
Rogério Queiroz.


9 comentários:

  1. Rogério, o post ficou lindão! Muito obrigada por mais essa oportunidade.
    Beijão!

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  2. Hey, Rogério!

    Não conhecia a autora, mas gostei bastante de algumas respostas dela. É sempre bom saber um pouco mais sobre autores nacionais. Embora eu leia poucas obras brasileiras, tenho um apreço imenso por esses batalhadores! Sucesso para a autora e para você ;)

    Até logo,
    Sérgio H.

    www.decaranasletras.blogspot.com

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  3. Olá Roger, tudo bem??

    Como você está???

    Saudades de você viu.

    Bom adorei a entrevista com essa autora... ela é super atenciosa e eu pretendo sim comprar legados de sangue, herdeiro da névoa e agora senhores dos sonhos... eu tenho curiosidade de saber mais sobre os kitsunes e acredito que terei detalhes legais nesse livro... As perguntas foram boa e deu total abertura para a autora responder agilmente. Sucesso!!!! Xero!!!

    http://minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

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  4. Oii, Rogerio!!!

    Sempre bom trazer entrevistas de autores para que possamos conhecer mais deles. Eu adorei a Raquel e sempre fui curioso para ler Herdeiros da Névoa, sempre ouço elogios do livro. Desejo mais e mais sucesso a ela!!!

    abraços!!!

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  5. Que legal a entrevista, adorei, bem completinha! Caramba, acho que vou tentar publicar meus livros em Portugal, porque por aqui a coisa tá realmente dificil, haha :( mas nossa, essa autora deu um avanço e tanto na carreira de escritora! Fiquei interessada pelos livros :D

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova de "O Começo de Tudo" no blog, vem conferir!

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  6. Olá,
    Já tinha visto o livro O Herdeiro da Névoa em algum lugar, mas não me lembro de ter lido nada sobre ele ou sobre a autora e adorei conhecer um pouco mais dela. Logo que pus o olho no título do livro me veio a mente o Carlos Ruiz Zafon, e me surpreendi ao saber que o mesmo autor é um dos amirados da autora. Seus livros parecem ótimos, pena que não vejo tanta valorização no mercado editorial nacional. Desejo todo o sucesso pra ti, Raquel.

    Att,
    decaranasletras.blogspot.com

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  7. Realmente é um desafio e tanto entrar no mundo literário, principalmente aqui no Brasil. Adorei o livro Herdeiro da Névoa. Estou apaixonado pela capa de Seablue, linda linda... Parabéns Raquel pelo seu trabalho e talento, que venha muitos livros por aí...
    Abraços!

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  8. Awm que legal a entrevista =)
    Já vejo muitas resenhas das obras da autora, mas nunca tive oportunidade de ler alguma dessas obras.
    Mas parecem interessantes. E para um livro ganhar um prêmio importante assim, deve ser bom mesmo.

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  9. Adorei a entrevista! É sempre bom saber de onde veio a ideia de escrever, quando isso aconteceu... e pelo fato de ser um pouco diferente a história dela, né? Normalmente os autores começam aqui no Brasil a publicação de seus livros, e ela começou em Portugal... plausível.
    Ainda não li nada da autora, mas posso dizer que Seablue me conquistou só pela capa <3

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